Intencionalidade educativa

   Pensar em intencionalidade educativa é pensar na intervenção do educador. Para isto, é necessário refletir sobre as conceções e os valores intrínsecos à finalidade da sua prática. Uma intencionalidade permite dar sentido à ação de um educador, ou seja, o educador tem um propósito e sabe o porquê de o fazer e como o pretende alcançar. Como tal, é preciso que o educador observe, registe e documente com o propósito de planear e avaliar o processo educativo.

   É através da avaliação reflexiva que o educador recolhe informações adequadas ao planeamento do grupo e da sua evolução e, portanto, é necessário ter em conta que existem três fases no que concerne ao papel do educador em contexto de creche.

   Numa primeira fase, o papel do educador com bebés entre os 0 e os 9 meses é o de compreender aquilo que o bebé quer transmitir ao comunicar, o que exige um cuidado individualizado e uma relação de proximidade e intimidade entre ambos (Portugal, 2012). Numa segunda fase, o educador, com crianças de 1 ano, têm a função de estabelecer uma relação de confiança com a criança, dando-lhe suporte, apoio e ambientes onde seja possível a exploração do meio à sua volta, dado que, nesta idade, a criança se assume como exploradora (Portugal, 2012). Finalmente, numa terceira fase, com crianças entre os 2 e os 3 anos de idade, o educador deve proporcionar à criança diversas oportunidades de comunicação, uma vez que se torna essencial desenvolver a sua linguagem. Por sua vez, o educador deve ainda saber quando deve ou não intervir em conflitos, dando a oportunidade, primeiro, para a criança resolver por si própria o desentendimento (Portugal, 2012).

   Desta forma, é evidente que definir uma intencionalidade educativa, em contexto de creche, é uma "preocupação partilhada por todas as educadoras" (Coelho, 2009, p. 1), sendo crucial "a ligação entre cuidados e educação" (Coelho, 2009, p. 2). Segundo uma investigação feita por Coelho (2009), as "educadora exprimem dificuldades na explicitação da sua acção, para o que contribuem, seguramente, os sentimentos de isolamento e de exclusão, a ausência de referências para o trabalho em Creche e de processos de socialização na profissão" (Coelho, 2009, p. 11).


Crie o seu site grátis! Este site foi criado com a Webnode. Crie o seu gratuitamente agora! Comece agora